Entrevista ao Presidente Pedro Falua

Numa entrevista concedida ao site oficial do clube, o atual presidente Pedro Falua, fez o balanço dos 2 anos de trabalho e deu a conhecer a sua visão para o futuro do clube.

Uma das metas propostas pela Direção era o GDSC ser uma referência na prática e formação desportiva do concelho de Benavente, tendo em quantidade e qualidade, boa oferta para os jovens atletas.
O que alterou na parte desportiva para esta meta ser cumprida?

Sim foi algo que nos propusemos e para o qual fizemos alguns investimentos importantes para o desenvolvimento desportivo, como na contratação de treinadores competentes e certificados, a reformulação na coordenação técnica para melhor acompanhamento das equipas, a contratação de software informático para apoio interno de todos os setores e mais recentemente o investimento em material de treino e em dois campos de futebol 5 de relva natural, dedicados aos escalões de futebol 5, para além da aquisição de um Desfibrilador Automático Externo que é uma ferramenta completamente vital para nós. A situação atual do país limitou muito daquilo que pretendíamos fazer, mas estamos convencidos de que ainda esta época possamos retomar muitos dos que ficaram pendentes.

Neste mandato foi notória a evolução da imagem do clube para o exterior, o clube investiu num novo autocarro personalizado, nas redes sociais e criou o site oficial com loja online.
Na sua visão esta mudança proporcionou a aproximação do clube as gentes da terra? Captou a atenção e interesse de novos sócios e atletas?

A comunicação foi um pilar deste mandato e fizemos tudo para melhorar substancialmente a forma como o clube é visto. Na minha opinião, os sócios e os simpatizantes tiveram a oportunidade de acompanhar a evolução do clube. Numa altura em que as pessoas são obrigadas a ficar em casa, o clube tentou acompanhar e adaptar-se. Pena que, derivado à pandemia, não pudessem acompanhar ao vivo as equipas e participarem como estamos habituados. Contudo, acredito que ao dia de hoje, as pessoas estão mais entrosadas e acompanham mais de perto o dia a dia do clube, e isso é já uma conquista para nós. O clube precisa de cada vez mais se ligar à cidade e às pessoas de Samora, de retomar essa mesma ligação que no passado tantas alegrias trouxe para às gentes da terra.

Infelizmente os projetos desportivos deste último ano ficaram condicionados pela pandemia, como foi gerido o sentimento de incapacidade perante a situação?

É uma verdade. Esta Direção tinha objetivos claramente definidos, não só em termos de desenvolvimento das nossas camadas jovens, como em resultados desportivos. Não escondemos que o grande objetivo do clube passava por ter todas as equipas de futebol 11 na 1ª Distrital, lutando ainda pela subida ao nacional em Iniciados e Juniores. Em termos seniores, o objetivo do clube passava por ter um campeonato tranquilo permitindo desenvolver todos aqueles jovens com talento que o clube tem conseguido promover e recrutar, e esse objetivo, até à paragem dos campeonatos, foi cumprido na nossa opinião, mesmo com o projeto da equipa B.

Era de extrema importância garantir condições condignas para todos aqueles que usufruem do complexo desportivo, e no início do ano passado deu-se início ao projeto das novas instalações.
A obra correu como o desejado? Quando será possível usufruir do novo espaço?

Sim, este é um projeto que era essencial para o futuro do clube. Felizmente, após muitos anos de espera, é hoje uma realidade. A direção fez o acompanhamento da obra dos balneários sendo que o edifício está quase pronto faltando acabar o departamento médico, o pavimento em frente ao edifício e o aquecimento das águas, tendo a previsão que a mesma fique terminada até ao final deste mês. Após este investimento, acreditamos que fica a faltar construção da bancada coberta de apoio ao campo principal, para que possamos dar a dignidade merecida a todos aqueles que nos visitam.

Como se encontra o processo da posse dos terrenos da Murteira?
O clube tem acompanhado o processo?

Este foi um processo que a Direção tentou acompanhar e incentivar para que seja resolvido de uma vez. Temos a indicação que pode vir a existir uma luz ao fundo do túnel, tendo nós a convicção que, de acordo com o que nos tem sido passado pela autarquia finalmente poderemos ter esse dossier resolvido a curto prazo.

Estando o mandato praticamente no fim, fica com o sentimento de dever cumprido?

É um sentimento agridoce, por um lado fico satisfeito com o que foi atingido neste mandato, por outro fica a sensação que, se não fosse esta pandemia que já dura há um ano, poderíamos ter feito muito mais. Os ajustes necessários foram muitos como em qualquer outra associação ou empresa. As receitas foram menores, algumas despesas continuaram. Tudo isso obrigou a um reajuste e impediu-nos de fazer mais e melhor. Contudo, esta Direção arregaçou as mangas e fez o que estava ao seu alcance para que não faltasse nada com quem se comprometeu. Mesmo sem bares, bilheteiras, mensalidades, etc, cumprimos todas as obrigações com todos sem exceção. Apesar de tudo o que se tem passado, o clube está financeiramente estável e preparado para o que aí vier, muito com o apoio de todos os parceiros que não viraram as costas numa altura como esta e das pessoas que diariamente trabalham de forma desinteressada em prol do clube.

O Presidente tem intenção de continuar à frente dos destinos do clube?

Eu vou estar sempre disponível para ajudar. Quem me conhece sabe que eu não ligo a cargos. Abracei à dois anos este cargo por sentir que o clube não poderia cair num vazio e de forma a dar seguimento ao trabalho da anterior direção que muito fez pelo clube. Entendo também que agora o clube está melhor preparado para o futuro e tem mais pessoas disponíveis para dar um seguimento ao trabalho que tem sido feito sempre a olhar para o futuro, pelo que decidi não continuar como presidente. Temos pessoas dedicadas, motivadas e com a experiência necessária para levar este clube ao próximo passo, se assim o entenderem. Estarei sim, sempre disponível para colaborar com o clube, da forma que melhor acharem, daqui em diante.
Não posso deixar de aproveitar para agradecer, a todos os elementos que me acompanharam nesta missão, desde a direção aos restantes órgãos que foram fundamentais e com quem tive sempre uma excelente relação não só institucional como de amizade.

Onde acha que o clube poderá chegar nos próximos anos?

O clube vai até onde os sócios e os simpatizantes quiserem, mas sempre com os pés bem assentes no chão para não voltar acontecer situações como num passado não tão longínquo, vivendo acima das suas possibilidades. Este clube tem um potencial tremendo e tem de assumir esse mesmo potencial. Acredito honestamente que o clube poderá futuramente voltar a dar alegrias aos sócios e simpatizantes, com paciência, humildade e trabalho de quem diariamente leva este clube para a frente. Temos pessoas competentes, desde treinadores à coordenação, passando pelo departamento médico, administrativo e de comunicação. Dispomos de uma estrutura o mais profissional possível dentro do amadorismo, por isso acredito que o tempo nos dará razões para sorrimos quando falarmos do Grupo Desportivo Samora Correia.

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